segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O fator campo...

Dia 05 desse mês, um dia após o Palmeiras perder para o Ituano, o volante Pierre em entrevista coletiva ao Globo.com disse: "- Não jogar em casa atrapalha. Quando me perguntam onde eu gosto de jogar a resposta é sempre Palestra."
Ainda nessa entrevista, havia um trecho que dizia que para muitos do elenco, isso (jogar fora de casa) pode enfraquecer o time.
Engraçado que há alguns meses atrás, no Campeonato Brasileiro, alguns jogadores do Palmeiras diziam que era melhor jogar fora de casa do que dentro de casa. Isso porque o Palmeiras perdeu jogos importantes que culminaram na perda da vaga para a Libertadores desse ano e que até agora a torcida não consegue engolir.
Pensando nisso, elaborei a lista dos jogos "inaceitáveis" que o Palmeiras perdeu no Campeonato do Brasileiro de 2007:

03/06 - Palmeiras 1 x 3 Cruzeiro
O Cruzeiro ia mal das pernas, aparecendo bem na parte de baixo da tabela. O Palmeiras era um dos líderes do campoenato e acabou perdendo de 3 a 1.

09/06 - Palmeiras 1 x 1 Botafogo
Jogo de líderes: o Palmeiras disperdiçava várias chances, mas jogava bem e vencia por 1 a 0. Aos 28 minutos do segundo tempo, após uma cobrança de escanteio, a bola passou por toda a área palmeirense e André Lima empatou o jogo. Na seqüência, Cristiano partiu sozinho com a posse de bola e cara a cara com o goleiro Júlio César, não conseguiu driblá-lo e perdeu um gol incrível. Depois o zagueiro Deivid perdeu outro gol dentro da área em mais uma das inúmeras chances perdidas pelo Verdão nos minutos finais.

24/06 - Palmeiras 0 x 2 Atlético-PR
No primeiro tempo, o Palmeiras pressionava e tinha o domínio tático. Num contra ataque o Atlético abriu o placar e no segundo tempo, depois de uma bola mal cabeçeada (para trás) pelo zagueiro Gustavo, o atacante Alex Mineiro agradeceu o presenteu e liquidou o jogo.

01/08 - Palmeiras 1 x 2 Sport
Mesmo com dois jogadores a mais durante a maior parte do jogo, o Verdão realizou a "façanha" de perder de virada para o rubro-negro pernambucano em pleno Parque Antárctica. O Sport construiu o placar ainda no primeiro tempo e o Palmeiras não teve forças para reverter.

01/11 - Palmeiras 0 x 1 Juventude
No dia em que podia vencer pela quinta vez seguida no estádio Palestra Itália, coisa que não acontecia desde 2001 em Campeonatos Brasileiros, o Palmeiras perdeu para o então penúltimo colocado e virtual rebaixado Juventude por 1 a 0. O Juventude marcou o gol aos 26 do primeiro tempo, jogou com um jogador a menos nos 30 minutos finais e mesmo assim o Palmeiras sucumbiu.

02/12 - Palmeiras 1 x 3 Atlético-MG
Jogando contra um Atlético que não tinha pretensão alguma na última rodada do campeonato, um Palmeiras extremamente nervoso em campo, acabou derrotado por 3 a 1 e viu a vaga para a Libertadores ir por água abaixo devido a vitória do Cruzeiro sobre o rebaixado América de Natal por 3 a 0.

E esses jogos foram só no ano passado. Se voltarmos no tempo então, encontramos ainda mais jogos:

19/06/1996 - Copa do Brasil - Final - Palmeiras 1 x 2 Cruzeiro
De virada o Palmeiras perdeu o titulo para o Cruzeiro com uma entregada do Amaral e outra do Veloso aos 38 minutos do segundo tempo.

20/12/1999 - Copa Mercosul - Final - Palmeiras 3 x 3 Flamengo
Após uma derrota por 4 a 3 no Maracanã, o Palmeiras vencia por 3 a 2 quando Lê, aos 38 do segundo tempo, empatou e deu o título ao Flamengo.

20/12/2000 - Copa Mercosul - Final - Palmeiras 3 x 4 Vasco
Após virar o primneiro tempo vencendo por 3 a 0, o Palmeiras levou uma virada histórica aos 48 minutos do segundo tempo e perdeu o jogo e o título.

20/02/2002 - Copa do Brasil - Segunda fase - Palmeiras 2 x 1 ASA
Após perder para o ASA de Arapiraca no jogo de ida por 1 a 0, o Palmeiras venceu em casa por 2 a 1. Porém, como levou um gol em seu próprio campo, foi eliminado dentro de casa.

23/04/2003 - Copa do Brasil - Oitavas de final - Palmeiras 2 x 7 Vitória
Em pleno Parque Antártica, o Palmeiras levou uma sonora goleada de 7 a 2 e nem a vitória por 3 a 1 no jogo de volta, conseguiu garantir a passagem do time para as quartas.

20/05/2004 - Copa do Brasil - Quartas de final - Palmeiras 4 x 4 Santo André
Após um empate por 3 a 3 no primneiro jogo, o Palmeiras vencia o jogo de volta no Palestra por 4 a 2 até os 34 minutos do segundo tempo, quando Sandro Gaúcho diminuiu para o Santo Andre e Tássio, aos 45 empatou o jogo e eliminou o Palmeiras.

12/05/2005 - Libertadores da América - Fase de grupos - Palmeiras 0 x 0 Cerro Porteño
O Palmeiras precisava vencer o Cerro Porteño na última rodada para garantir o primeiro lugar do grupo. O resultado era importante pois o Palmeiras necessitava de tempo para entrosar os 3 jogadores (Juninho Paulista, Marcinho e Washington) que entrariam na segunda fase e pegar o São Paulo logo nas Oitavas seria muito arriscado. Jogando mal, o Palmeiras não fez valer o fator campo, empatou em 0 a 0 e acabou pegando o São Paulo nas Oitavas.
Uma semana depois, novamente no Parque Antártica, o São Paulo venceu o primeiro jogo das Oitavas por 1 a 0, gol de Cicinho aos 15 do segundo tempo. No jogo seguinte, 2 a 0 para o São Paulo no Morumbi. Se tivesse terminado em primeiro, o Palmeiras pegaria o Cerro. Porém, quem enfrentou o Cerro foi o Atlético-PR, que acabou chegando a final.

Depois dessa fazer esse lita de partir meu coração, quero deixar claro que a intenção aqui não é crucificar e nem denegrir a imagem do Palmeiras, até porque sou palmeirense.
O que quero, é levantar o debate sobre o fator campo. Ele realmente é sinônimo de vitória?
Os dois únicos pontos que eu vejo a favor de quem joga em casa são:
1. O time não tem que viajar e por isso não se cansa como se fosse jogar fora de casa.
2. A referência geográfica dentro do campo local é melhor que num campo onde o time vai visitar.
Eu explico: jogando em casa, por exemplo, o jogoador está acostumado com as arquinacadas ou qualquer outra coisa fora do campo que dê a ele uma localização mais precisa de onde ele e seus companheiros estão dentro do campo.
Mesmo assim, eu acho que isso não é uma diferença a ponto de pesar no resultado de uma partida. Um time tem que jogar bem independe do lugar onde joga.
Acho que o fator psicológico é muito mais preponderante. As vezes um time "joga fora de casa" mesmo jogando em casa, a frente de sua torcida. Esta aberta a discussão...

Vamos parar de chorar?


Ontem foi a final da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca. Uma grande festa. Mais de 80 mil pessoas lotaram o Maracanã, o jogo foi emocionante e equilibrado, decidido nos acréscimos, arbitrado por um cidadão que não reúne condições técnicas de apitar um jogo desta importância, enfim, todos os ingredientes de um jogo para entrar para a história. Infelizmente para o Botafogo, o final apontou o título do primeiro turno para o Flamengo. E de virada.


Quem viu o jogo (e quem viu os melhores momentos), sabe que o pênalti marcado a favor do Flamengo foi igual a 200.000 outros pênaltis que acontecem em todas as faltas e escanteios próximos da área. Acontece que aquele, o juiz resolveu marcar! Foi contra o Botafogo? Foi, mas e daí? Na sequência o juiz expulsou o Souza (do Flamengo) por causa de uma confusão com o goleiro Castillo. Para compensar, expulsou o Zé Carlos (do Botafogo), só porque estava mais perto! Ninguém entendeu nada. Lúcio Flávio, o capitão do Botafogo reclamou com razão (o capitão pode), e levou amarelo! Minutos depois o mesmo Lúcio Flávio fez uma falta que merecia cartão amarelo, levou, e foi expulso também.


O Flamengo virou com um golaço do Diego Tardelli aos 47 do segundo tempo. Mesmo com um jogador a menos o Botafogo perdeu um gol feito, dentro da área e ainda acertou a trave no último segundo do jogo, com o goleiro Bruno torcendo para a bola não entrar. O golpe de vista do Castillo bateu na trave e entrou, e o golpe de vista do Bruno bateu na trave e não entrou. Azar do Botafogo. Mas o pior não foi nada disso. O pior foi a cena do Bebeto de Freitas, indignado, anunciando em coletiva de imprensa após o jogo, que não aguenta mais ser roubado e que não seria mais Presidente do Botafogo, numa alusão aos repetidos erros que prejudicaram o alvinegro no ano passado.


Por partes. O Flamengo tem um time muito melhor que o Botafogo (no papel), tem um elenco muito melhor que o Botafogo (por causa da Libertadores, claro) e não tinha nenhum problema de desfalque. O Botafogo tinha tres! O Cuca quebrou a dita-cuja e montou um esquema que evitou a presença do Flamengo dentro da área alvinegra durante todo o jogo. No final, com um pênalti (no mínimo) estranho e um jogador a mais, deu-se o resultado. Um absurdo? Não. Qualquer um dos dois poderia ser o campeão, e seria justo. O jogo foi igual. Ganhou o Flamengo. Poderia ter ganhado o Botafogo. E ainda poderia ter ido para os pênaltis (que seria até mais justo, pelo jogo que se viu).


O juiz errou em uma bola atrasada pelo Leo Moura do Flamengo, que o goleiro Bruno pegou com as mãos? Errou. O juiz deu um cartão amarelo para o Lúcio Flávio quando não merecia, e depois teve de expulsar o jogador do Botafogo, errando? Sim. Mas também deu impedimento do Obina quando este chegou na cara do gol (e perdeu o gol), mas não estava impedido. O problema não é o juiz, são as arbitragens no Brasil (e fora dele). O jogo mudou, e à parte a má-fé, os erros se multiplicam. Trazer juiz de fora não adianta (lembra-se de Corinthians e Portuguesa, e do senhor Castrilli?). O Internacional de Porto Alegre foi "roubado" no Brasileirão de 2006. O Santos foi "roubado" no Brasileirão de 95. E muitos serão "roubados" nos próximos torneios. E não apenas o Botafogo.


Basta de choradeira de jogadores, dirigentes e torcedores. O Botafogo vem montando times fortes nos últimos anos, e chegou a todas as finais do Carioca desde 2006, inclusive. Isso é fruto de trabalho sério. E se o título veio apenas uma vez, que aprimore-se o trabalho. Que venham mais parceiros. Que monte-se um time ainda mais forte. Ano passado, Carlos Augusto Montenegro (ex-presidente e atual diretor de futebol do Botafogo), disse que queria um time de machos. Eu acrescento: está faltando ao Botafogo um corpo diretivo de machos!! É impossível conseguir ganhar, quando não se sabe perder. Parabéns ao Flamengo.




sábado, 23 de fevereiro de 2008

Nenhuma maldade?












Que cidadão, gozando de plenas faculdades mentais, atleta profissional, aparentemente bem pago, poderia logo a três minutos de jogo partir ao meio a perna de um adversário num lance que sequer levava perigo ao seu gol? Esse sujeito se chama Martin Taylor e é zagueiro do Birmingham City da Inglaterra. Quem levou a pior (e bota 'pior' nisso) foi o brasileiro (croata naturalizado) Eduardo da Silva, atacante do Arsenal.

Não dá nem pra culpar a falta de experiência já que o agressor (isso mesmo: agressor) tem lá seus 28 anos e passagens por outros 4 times ingleses. Eduardo irá completar 25 anos nessa segunda-feira. No hospital.

O lance foi tão violento que a TV inglesa sequer reprisou (praxe por lá). O juiz, óbvio, expulsou Taylor imediatamente. O desespero dos jogadores do Arsenal era angustiante. Uma fratura exposta a 3 minutos de jogo acaba com qualquer planejamento. E com o clima pra jogar bola.

A feição de dor do jogador na maca foi um negócio duro de assistir. Calculem como foi presenciar isso no gramado. Esse é daqueles lances em que o som é aterrador. Se morder uma bolinha de amendoim já faz barulho imaginem o que é partir o osso de um atleta profissional no auge de sua forma física.

Após a partida Arsene Wenger, técnico do Arsenal, disse que o zagueiro Taylor deveria ser banido do futebol. Mais tarde retratou-se dizendo que seus comentários foram um pouco excessivos e ditos no "calor da partida", talvez orientado pelos advogados do Arsenal. Já o técnico do Birmingham defendeu Taylor dizendo que ele não é violento e que não teve a intenção de ferir Eduardo.

Vamos aos fatos: para Eduardo da Silva a temporada acabou. Se tudo correr bem, voltará a andar. Se tiver sorte, poderá jogar futebol de novo. De forma resumida, a carreira de um atleta de 25 anos pode ter sido ceifada por um irresponsável, pra dizer o mínimo.

Acho a posição inicial de Arsene Wenger muito razoável. Taylor deveria, sim, ser banido do futebol. A intenção dele no lance é irrelevante. Não foi um choque ou uma trombada. O zagueiro foi pro lance, estava de frente para Eduardo e partiu de uma posição de equilíbrio. Não foi uma fatalidade e acho que as fotos acima deixam isso bastante claro. O fato do zagueiro ainda não ter levado cartões nesta temporada também é irrelevante. Então quem não tem antecedentes criminais está isento de maldade por definição? Querem julgar a intenção? Será que só no futebol se discute o sexo dos anjos? Já vi atletas serem banidos por dopping! E, sinceramente, alguém espera que Taylor convoque agora uma coletiva para atestar "fui no lance para aniquilar a perna do Eduardo e, felizmente, tive sucesso."? Por favor.

Já passou da hora do futebol ter suas regras revistas. Nem em esportes truculentos como o Rugby assistimos esse tipo de cena. Deveria haver um número máximo de faltas (pessoais e coletivas) permitido, punições mais rigorosas em campo e outras determinações que fizessem com que os jogadores pensassem 10 vezes antes de cometer faltas graves em campo. Não vou nem considerar essa de Taylor que, em minha opinião, é uma insanidade.

Espero uma punição exemplar para Taylor.

Espero que o Eduardo volte a jogar.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Os ditados populares e a semana do futebol.

Na semana que passou pudemos observar a constatação de que alguns ditados tão usados por nós brasileiros, são cada vez mais reais e presentes no nosso dia-a-dia. Vamos aos ditados e os fatos que os confirmaram:

"EM BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSQUITO": o jogador falastrão thiago neves do fluminense disse, após a vitória sobre o expressinho do flamengo, que iria dançar "o créu" (que porra é essa!) "na final" da Taça Guanabara; só esqueceu de combinar com o Botafogo!

"PAU QUE NASCE TORTO NUNCA SE ENDIREITA": na re-re-re-re estréia de Edmundo com a camisa do Vasco, o animal perdeu mais um penalti decisivo em sua carreira e de cara já tumultuou o ambiente (pra variar) botando o técnico numa tremenda saia justa ao afirmar que foi um erro escalá-lo e que não estava preparado.

"QUEM NÃO FAZ, TOMA": O Atlético-MG finalizou (prestem atenção) 43 vezes contra o gol do Social e não conseguiu marcar um golzinho sequer. É uma finalização a cada 2 minutos. Já o Social chutou uma única bola no gol do Galo. Resultado final: Galo 0 x 1 Social.

"DEPOIS DA TEMPESTADE VEM A BONANÇA": Depois de amargar 3 derrotas consecutivas durante a montagem da equipe e entrada de novos contratados, o Palmeiras começou a entrosar e conquistou duas vitórias apresentando um belo futebol. Venceu e convençeu.

"EM TERRA DE CEGO QUE TEM UM OLHO É REI": O atlético do paraná disputou 11 jogos e venceu os 11 no campeonato paranaense. Tem uma grande time? Não! mas é que o adversários são de doer....

"DE GRÃO EM GRÃO, A GALINHA ENCHE O BICO": O corinthians empatou sua quinta partida no paulistão, em nove disputadas. Tão comendo um grãozinho por vez, mas correm o risco de morrer de fome no final.

"HÁ MALES QUE VÊM PARA O BEM": O Milan perdeu Ronaldo "o fenomeno das contusões" pelo resto da temporada. Apesar da perda, o time rossonero se livrou da dúvida do que fazer com o contrato dele no final da temporada. Não será renovado.

"ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ FOGO": o apoiador Guti, do Real Madrid, com aquele jeitinho metrossexual, moderninho demais, foi flagrado aos beijos com um homem em um restaurante madrilenho na noite do "valantines day", que é o dia dos namorados europeu. Ok...

"PARA TODA REGRA HÁ UMA EXCEÇÃO": Somente o Grêmio contrariou o ditado popular de que "em time que está ganhando não se mexe", ao demitir o técnico Vagner Mancini que liderava o seu grupo no gauchão de forma invicta.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Juca Kfouri, o “Juquinha covardão”.

Todos devem estar se perguntando baseado em que estou afirmando que o pseudo jornalista Juquinha é um “covardão”. Um adjetivo que denigre a “ilibada” moral deste jornalista relegado ao esquecimento em breve. É um pouco longo, mas a vale a leitura. Vamos aos fatos:

Hoje, o pseudo jornalista acima mencionado esconde-se na trincheira do seu blog e se apega a ele com garras e dentes, por ser este um veículo onde ele publica o que lhe interessa, não publica o que não interessa e analisa os fatos sob a sua já conhecida ótica “meus amigos são bons e meus inimigos são maus”. Isso o torna um “covardão”, um cara que não quer diálogo, muito menos abrir espaço para opiniões distintas ou assuntos que não lhe interessam. Ele quer jogar merda ao vento e não ser contestado; e se for, não publica. Covarde!

Pois bem, hoje é possível acompanhar em seu blog algumas “campanhas” em curso. Campanha de difamação ao Palmeiras e seus parceiros Traffic e W/Torre e campanha contra o Sr. Ricardo Teixeira na CBF. Mas o que motiva essas supostas campanhas pela “ética e pelos bons costumes”?

A Traffic, empresa a qual ele teima em atacar, levantar suspeitas, denunciar (através de terceiros – “covardão”!), é propriedade do também jornalista J.Hawilla, desafeto do Juquinha desde os tempos de Rede Globo. Ambos tentaram partir para o meio do futebol business. A diferença é que um criou a maior empresa de marketing esportivo da América latina, enquanto o Juquinha seguiu outro caminho.

Qual?

Começo dos anos 90 e o Juquinha então redator das revistas Placar e Playboy, decidiu abrir espaço para o “rei do futebol” em entrevistas nas duas revistas. Nas entrevistas o rei do futebol cobrou publicamente o então recém empossado presidente da CBF , Sr. Ricardo Teixeira, pelo fato da CBF não contratar a empresa “Pelé Sports & Marketing” , de propriedade do rei, que por acaso tinha negócios não muito claros, na casa dos milhões de cruzeiros, com a empresa “Kfuro reportagens”, pertencente ao Juquinha. Assim sendo, na prática, ele usou as revistas nas quais trabalhava para que um cliente “dele” (não da revista) fizesse lobby por contratos que poderiam beneficiá-lo, uma vez que ele era fornecedor de serviços da Pelé Sports. Além disso, que fique claro que a Pelé Sports foi suspeita inclusive de desvio de recursos provenientes da UNICEF. Se esses recursos foram usados para pagar a "Kfuro reportagens”, é algo que não sei e não posso afirmar.

Agora eu pergunto: Será que é daí que vem o ódio que ele exala em relação ao Ricardo Teixeira? Será que o que ele sente em relação ao J. Hawilla/traffic é uma pontinha de inveja, dado que as investidas dele no ramo não foram bem sucedidas? São perguntas que ficam no ar.

No final do ano passado, visando tumultuar o ambiente no Palestra Itália, o Juquinha “bem informado” afirmou que o jogador Valdívia estava contratado pelo São Paulo, sendo por isso motivo de risos do empresário do atleta. Eu sigo perguntando ao Juquinha quando será a estréia do Valdívia no tricolor, mas ele não me responde. Depois, o Juquinha cismou com o contrato de patrocínio Palmeiras/FIAT, afirmando que o “Palmeiras mente”. Oras, o Palmeiras não divulgou o contrato (até por haver cláusula de sigilo), não divulgou valores, apenas anunciou a parceria. A partir daí a imprensa se encarregou de especular valores, alguns afirmaram ser 8, outros 12, outros 21. Não importa. O fato é que o Juquinha arrumou uma cópia pirateada da reunião do COF do clube e disse que o valor era menor que o propagado e que o clube “mentia”. Mas vejam: Para alguém ter mentido, é preciso ter “falado algo”, sendo que todos os valores divulgados sairam da boca de jornalistas que especularam. Se alguém mentiu, não foi o Palmeiras. Foram os jornalistas. Acusar o Palmeiras é “no mínimo” leviandade do Juquinha.

Criticou a W/Torre, empresa de construção civil parceira do Palmeiras para a reforma do estádio. Contestou sua idoneidade, seriedade e capacidade de execução, sendo que esta empresa é responsável por plantas fabris da Nestlé, Carrefour, Banco Santander, Vivo, Wall Mart, entre ouras “empresinhas”. Talvez o Juquinha devesse também atuar como consultor de risco imobiliário e assessorar essas empresas despreparadas que insistem em contratar a W/Torre, reputada como uma das melhores do Brasil no seu segmento.

Agora, ele usa terceiros para atacar o Palmeiras e seus parceiros, tirando o dele da reta e publicando o texto de outros em seu blog. Texto vago, distorcendo a realidade afirmando inclusive que o a Traffic tem “participação no Palmeiras”, o que é um verdadeiro absurdo. A Traffic simplesmente adquire os direitos federativos de jogadores que julgam promissores e empresta esses jogadores aos clubes, com contratos normais na CBF. Emprestam ao Palmeiras, ao Santos , ao Cruzeiro e mais alguns. A Traffic possui um clube chamado Desportivo Brasil que é o detentor dos direitos e esse clube empresta ao Palmeiras, no caso. Na prática, é como se um outro clube qualquer emprestasse esses atletas ao Palmeiras. Nada além disso. Portanto, Não existe vínculo da empresa com o clube. Apenas uma relação comercial corriqueira de empréstimo de atleta. Aliás, tais relações são embasadas na “lei Pelé”, cujo escopo foi elaborado pelo rei e o Juquinha foi um dos maiores lobistas para a sua aprovação. Ele está criticando um monstro que ajudou a criar. Pegou um texto de um tal advogado e publicou em seu blog. Eu contestei , mandei posts, perguntando por que ele não falava também da sua relação com a Pelé Sports, já que se interessava tanto pelo tema “conflito de interesses”. Obviamente não respondeu. Covarde!

A Traffic é uma empresa idônea? Não sei! Mas o fato não é este. O fato é que ele está publicando meias verdades, distorcendo os fatos. O que está por trás dessas campanhas com meias verdades? O Ricardo Teixeira é um bom presidente para a CBF? Deveria estar por lá há 26 anos? Também acho que não. Mas o que motiva o Juca a criticá-lo tão veementemente? Bem ou mal o Teixeira ganhou duas copas do mundo em cinco disputadas, inúmeras Copas América, arrebanhou contratos milionárias para a CBF, instituiu a moralização dos pontos corridos, criou a Copa do BR e conseguiu trazer a Copa do mundo de volta ao Brasil em 2014. É pouco? Acho que não.

O Juquinha não publicou meus posts sobre isso, mas publicou apenas o post onde critico a suposta credibilidade que quer passar e ainda me desmereceu.

Ontem, na Campus Party o Juquinha mostrou que realmente anda desequilibrado ao agredir verbalmente, de maneira chula, covarde e sem nenhum motivo, o jornalista Milton Jung, seu companheiro de trabalho na rádio CBN. Ofendeu a mãe do jornalista em meio e uma Palestra. Outro monólogo, para variar.

O que anda acuando o Juquinha? Porque tanto ódio e revanchismo? O que o motiva a atacar o Palmeiras desde que o clube anunciou parcerias com seus desafetos? O ódio ao Ricardo Teixeira é por sua administração questionável à frente da CBF ou mágoa de outros carnavais?

Conta para nós, Juquinha! O que tanto lhe incomoda e o que está por trás desse enorme interesse em desconstruir o Palmeiras?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Thiago Neves é o melhor do país? Pára que eu vou descer...

Estava voltando pra casa na segunda-feira (após o Fla-Flu) e, quando passei pela CBN, ouvi o jornalista Juca Kfouri anunciando uma entrevista ao vivo com o meia Thiago Neves. Tá bom, vamos ouvir então. Ele, de fato, tinha feito um partidaço contra o Flamengo, o que tornava a entrevista, mesmo considerando o fraco comando de Juca Kfouri, uma opção interessante.

Na largada, a zero de jogo, o Juquinha mandou essa ao atleta:

"Seria exagero dizer que o Thiago Neves é o melhor jogador em atividade no país?"

Posso responder, tio?

- Não é exagero não. É burrice mesmo.

O Thiago Neves, em sua carreira pelo Fluminense, fez 3 ou 4 grandes, realmente grandes, apresentações. Gostaria que o JK tentasse buscar em seu HD mais dois jogos (fora o clássico contra o "depenado" Flamengo) memoráveis do Thiago Neves. Só dois! Ou algum jogo realmente importante (sim, porque domingo no Maracanã tivemos um amistoso de luxo) que ele decidiu sozinho. Difícil, não?

No último campeonato brasileiro ele foi vaiado pela torcida do Fluminense em alguns vários jogos. Nem status de ídolo havia atingido. O Thiago Neves ganhou força no Fluminense com a possibilidade de ida para o Palmeiras. Aí deflagraram a operação "segurem o Thiago Neves" e a coisa acabou se ajeitando devido a outros acordos e acertos.

E por que o Thiago Neves quase foi parar no Palmeiras? Porque ele próprio não sentia-se prestigiado e seguro no Fluminense. Nenhum atleta pensa em deixar um clube onde está muito bem. E esse não era o caso. E não adiante dizer que foi enganado por um de seus empresários. Um cara com 22 anos já sabe bem separar o certo do errado e tem uma boa noção do que quer na vida.

O fato é que ele alternava boas e más apresentações. E não apresentava-se como um atleta, como dizem, "diferenciado".

Bem, o Brasileirão acabou, Thiago Neves ficou e eis que surge o Campeonato Carioca de Futebol. E com uma fórmula interessante: os grandes jogam em casa sempre e boa sorte pros fracos times do interior. A "máquina tricolor", assim, poderia triturar todas as suas vítimas no Maracanã.

Thiago Neves enfrentou, então, os poderosos Cardoso Moreira, Duque de Caxias, Macaé, Volta Redonda, Boavista e América. Ele fez dois (02) gols, ainda que esta não seja a sua principal função. Somente domingo passado, contra os reservas do Flamengo, teve uma atuação digna de nota.

Atestar que o Thiago Neves é o melhor jogador em atividade no país não passa uma tentativa, arriscada, de compra futura. Possivelmente o referido jornalista sonha com a frase "eu já dizia" num futuro não tão distante. Pode ser que um dia seja realmente o melhor, mas terá que jogar muito e contra equipes de verdade. Não contra esses times de praia do Rio de Janeiro.

Ele terá a Libertadores e o Brasileirão para comprovar as "sempre sábias" palavras do Sr. Juca Kfouri.

Essa eu quero ver...

p.s. 
Hoje (16/02) o Fluminense foi eliminado da final da Taça Guanabara pelo Botafogo. Thiago Neves, "o craque", teve uma atuação medíocre sendo tranquilamente neutralizado pelo Diguinho. Não me surpreendeu nem um pouco. Condiz com sua média.
Bem pouco pro melhor do Brasil, não acha?
Esses críticos são mesmos geniais. Pfffffff... rs

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

A regra é clara?

Que o futebol é o esporte mais emocionante, surpreendente e democrático do mundo, isso é inquestionável. Que as discussões sobre o assunto em padarias, cafés, escolas, botecos, praias ou trabalho são sensacionais, isso também é inquestionável. Ainda assim, há coisas que minha cabeça custa a admitir. 

Qualquer esporte, mesmos os "meia-boca" tem lá suas regras claras e bem definidas. No basquete, por exemplo, é considerado falta quando o árbitro observa que o jogador obstruiu, carregou, marcou pelas costas, deteve, segurou, usou as mãos de forma ilegal ou empurrou. Ponto e acabou.

No futebol, em alguns casos, dependemos da interpretação do árbitro. Sobretudo nos lances que envolvem o toque da mão ou do braço. O árbitro julga a intenção do cidadão. Mas peraí: a regra não é clara, cacete? Se é clara, ele não deveria interpretar nada. Bateu na mão, no braço, no cotovelo, pára e marca falta. 

O esporte não é FOOTball. 

FOOT = PÉ

Então não deveria importar se foi bola na mão, mão na bola, se o braço estava junto do corpo ou se o cara estava de costas pro lance. Tudo é irrelevante. Tocou na mão, no braço ou onde não pode, pára e marca falta. Mas não! O árbitro tem que, numa fração de segundos, julgar a intenção do sujeito. Então ele não é árbitro. É juiz. E deveria ganhar muito mais por isso. Um julgamento numa partida que ele sequer pode avaliar provas, testemunhas ou falar com um conselho é algo bastante temerário. Nos cursos de arbitragens se ensina o julgamento de intenções, caráter ou personalidade?

Em alguns lances onde o atleta é deslocado com o ombro o juiz marca. Em outros casos é lance normal. Vamos chegar a um acordo? Empurrar pode ou não pode?

Acho que as regras do futebol deveriam ser revistas com urgência e tudo que envolva interpretação, deveria desaparecer. 

Quando um atleta erra um cruzamento e a bola entra, o gol deveria é anulado. O cara nem queria fazer o gol mas a bola entrou. Vale porque a bola entrou, não é? É, e é assim que tem que ser. 

Dizer que são essas coisas que alimentam o esporte e fazem do futebol um esporte tão emocionante é muito romantismo pro meu gosto. 


sábado, 9 de fevereiro de 2008

A "crítica especializada"

Duvido que qualquer crítico ou jornalista esportivo, enfim, a tal "crítica especializada" (rs) poderia prever um início de Paulistão tão surpreendente quanto esse que ora assistimos. Será que a "crítica" não é tão especializada assim ou os times grandes é que estão atrapalhando o trabalhando deles com suas performances "abaixo da crítica"? Eu fico com a primeira opção.

Como sou apenas um amante de futebol com outra ocupação, me reservo o direito de falar merdas e dar meus pitacos sem medo de ser feliz, como todo brasileiro que não dispensa o futebol em qualquer roda de amigos. É divertido! Mas a "crítica especializada" não tem esse direito. Afinal, é especializada ou "curiosa"? Note que, apesar deste ser o trabalho deles, os caras falam merda a 4X4. Impressionante! Mas não quero generalizar. Há gente muito séria e capacitada no meio. É fato que o esporte não é uma ciência exata e estamos falando de opiniões, não de diagnósticos. Ou seja: os críticos podem errar. Mas o problema é que emitem suas opiniões como se fossem diagnósticos. Aí cagam feio. E toda hora!

Fui assistir Palmeiras X Guaratinguetá no pay-per-view quando deparei-me com a dupla Jota Junior e João Carlos Assunção. Pra começar deveriam internar esse comentarista numa clínica de fonoaudiologia por uns 3 anos. Mas o ponto não é esse. O cara começa a transmissão empolgado elogiando o Palmeiras, as jogadas, as variações de jogo (coisa que até minha avó faria) e seguiu falando isso até o Guará enfiar um de pênalti. Daí pra frente se ocupou em falar bem do Guará e mal do Palmeiras. Mais óbvio e limitado, impossível. O sujeito sequer consegue concluir seus raciocínios, quanto mais observar o jogo de forma mais ampla. Esse é apenas um exemplo, e talvez o mais bobo, das besteiras que estão à nossa disposição por aí. Não vou nem falar aqui de um ou outro jornalista que, além de tapado, parece mal intencionado. 

Acredito na reação dos grandes para muito breve, pelos motivos já expostos em outro post. Talvez neste final de semana os São Paulo (me desculpem os santistas), Palmeiras e Corinthians vençam. É bem possível, apesar das frequentes surpresas. Aí começa a enxurrada de elogios da "crítica especializada" dizendo "que era esperado, que os times estão em formação, que a pré-temporada foi curta, blá-blá-blá".

"Os gigantes acordaram". Bulshit.

Se bem que... tá na hora...


terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Antiguidade é posto












Os gentilicos, ao contrario do que parece, nao se referem ao nome de nenhuma civilizaçao antiga. Gentilicos sao os adjetivos patrios. O carioca, o paulista, o goiano, o soteropolitano, o gaucho e o potiguar. Potiguar, sei que voce sabe, é o gentilico dos nascidos no Rio Grande do Norte. O que isso tem a ver com futebol? Saiba que no campeonato potiguar de 2008, existem tres times com o mesmo nome: POTIGUAR!


Apesar da falta de criatividade, a grafia até varia. Um deles (o de Currais Novos) se escreve com "Y": Potyguar. Os demais (de Mossoro e de Parnamirim) se escrevem com "I". O mais antigo deles é o Potiguar de Mossoro, fundado em 1945 na cidade de mesmo nome (nao Potiguar, mas Mossoro). É um campeonato onde, além da confusao dos Potiguares, temos um time chamado Corintians (sem "H"), um chamado Santa Cruz (homonimo daquele de Recife) , um Arsenal, um Boca Junior (no singular), um Palmeiras e o bem conhecido América (o mico do Brasileirao 2007). Como se ve, originalidade para nomes de times de futebol nao é o forte dos Potiguares. Um deles, inclusive, o Potyguar com "Y" tem como apelido... o Glorioso! Nao escapa nem o apelido...


Glorioso, como se sabe, é a alcunha do Botafogo. Observe que eu nao escrevi Botafogo do Rio!! E nem poderia. Botafogo é um so, o primeiro, o original, o que inspirou as homenagens pelo Brasil e pelo mundo afora. Botafogos em Ribeirao Preto, na Paraiba e até em Portugal e na Republica Tcheca, sao homenagens ao alvinegro carioca, eleito pela FIFA como um dos 12 melhores times de todos os tempos, ao lado de Milan, Real Madrid, Manchester United e, claro, Santos. Acredite, sao 62 times profissionais com o nome de Botafogo, no mundo inteiro!! 


Nao ha qualquer duvida quanto a homenagem, mas vamos aos fatos. O Botafogo é o clube mais antigo do Rio de Janeiro, fundado em 1894 com o nome de Club de Regatas Botafogo, que viria a fundir-se com o Botafogo Football Club (fundado em 1908) no ano de 1942, tornando-se Botafogo de Futebol e Regatas. Mas o que é botafogo? Botafogo era o nome dado a um instrumento militar com o qual o artilheiro detonava os canhoes, parecido com um pavio, normalmente instalado em grandes embarcaçoes. No seculo XVI, Portugal construiu o maior navio de guerra da Europa, o Galeao Sao Joao Batista, que por seu poderio, ganhou o apelido de bota-fogo. O tal navio veio ao Brasil e aportou numa enseada ao pé do Pao de Açucar. Esta enseada virou a "enseada do Botafogo", que acabou por batizar o bairro a sua frente, onde nasceu o clube da estrela solitaria.      


Aqui vem a minha pergunta. Por que a imprensa, especialmente de Sao Paulo, insiste em chamar o Botafogo de "Botafogo do Rio"? Botafogo é um so!! Os outros 61 sao copias, homenagens, chame como quiser. Alguém ja ouviu falar no Flamengo do Rio? Ou no Santos de Santos? Ou no Palmeiras de Sao Paulo? E todos estes times tem homonimos! Por que o Botafogo é do Rio? Respeito gente.


E para aqueles que acham engraçadinho referir-se ao Botafogo de Ribeirao Preto como a razao para o adendo ao nome do Glorioso carioca, por sua relevancia e historia, saiba que o nome do tricolor paulista nasceu apos a fusao de tres clubes da Vila Tibério (tradicional bairro local), e como HOMENAGEM ao BOTAFOGO, time que fazia muito sucesso na época. Saiba tambem que em Ribeirao Preto havia um fortissimo time chamado Palestra Italia, bem como em Sao Paulo e em Belo Horizonte (hoje, Palmeiras e Cruzeiro). So no estado de Sao Paulo, temos 8 Botafogos. E todos eles devem estar acompanhados pelo "endereço", senao vira confusao. 


No campeonato potiguar, o unico time chamado Potiguar, é o de Mossoro. Os outros dois sao o Potyguar de Currais Novos, e o Potiguar de Parnamirim. E nao se fala mais nisso. Na historia, como na vida militar, antiguidade é posto. E nenhum Botafogo tem a historia do primeiro. É do Rio, mas nem precisa dizer.


* Desculpem a falta de alguns acentos. O teclado nao ajuda...

Alguém duvida que Denílson jogará no Palmeiras?

Claro que hoje tudo não passa de especulação e possibilidade, mas os fatos colocam Denílson cada vez mais dentro do Palmeiras.
Essa é a segunda vez que Denílson utiliza a estrutura palmeirense para recuperar a forma física. 

Fica óbvio, portanto, que existe um bom relacionamento entre o atleta e a diretoria alvi-verde.

É claro que recuperar com sucesso um ex-atleta do São Paulo, rival e vizinho de muro, será uma vitória com gosto especial para a direção palmeirense. 

Mais do que isso: em plena terça-feira de carnaval o atleta estava na Academia de Futebol às 09h30 para treinar. E como o Palmeiras embarcou ainda pela manhã para Rio Preto, Denílson treinou apenas com os que não foram relacionados para a viagem. Na segunda-feira de carnaval o atacante já havia treinado junto com todo o elenco. 

Quem tem acompanhando os treinos do Palmeiras disse que Denílson tem treinado muito bem, acertando cruzamentos precisos, concluindo bem a gol e mostrando uma disposição enorme. Luxemburgo deve esperar a equipe estar mais ajustada para concluir o acerto com Denílson, evitando que o atleta seja visto como o salvador do ataque palmeirense.

Parece que Denílson está mesmo disposto a recuperar o futebol e seu prestígio. Tem idade e talento pra isso. Estando realmente empenhado e concentrado é um grande reforço para qualquer time. 

Atacante mirim de peso!


Se o filho de Ronaldo jogar 30% do que o pai jogou (tá bom, joga) já conseguirá ser atleta profissional. No mínimo, em algum clube de expressão do Brasil ele jogaria já que a coisa aqui tá feia.

O garoto já bate uma bolinha num time de um bairro de Madri, cidade que mora com a mãe, Milene Domingues.

Agora, se o moleque não se cuidar vai ter que pensar em outro esporte. Dá uma olhada na foto acima e note que Ronald já é uma pequena porpeta! E isso com sete anos de idade!

Também, foram dar o nome de um palhaço comilão pro garoto. Agora segura!

Ronald: siga os passos do seu pai em campo, não na mesa!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Por que os grandes de São Paulo não engrenaram?


É bem intrigante observar a tabela de classificação do Campeonato Paulista após seis rodadas.

Dos 10 primeiros colocados, apenas 2 grandes. O São Paulo na terceira posição e o Corinthians na décima. Vamos dar uma geral:

1. Guaratinguetá
2. Ponte Preta
3. São Paulo
4. Noroeste
5. Bragantino
6. Juventus
7. Ituano
8. Marília
9. Barueri
10. Corinthians

O Palmeiras aparece na décima primeira posição e o Santos na décima oitava (na chamada zona da degola).

O que pode justificar um desempenho tão abaixo do esperado para times fortes, que investiram em grandes contratações, que têm tanta tradição e entram sempre como francos favoritos no campeonato estadual?

A maior parte da torcida fica na bronca e muitos não perdoam qualquer coisa que não seja uma acachapante vitória contra os times considerados mais fracos, mas acredito que há justificativas e não desculpas. Vejamos:

Para a maior parte dos times do interior, essa é a grande competição do ano. Os 4 grandes do estado estão lá e trazendo consigo todos os holofotes da mídia. Mas peraí: a mesma coisa não acontece com os grandes clubes dos outros estados? Acontece, mas não dá nem pra comparar. O interior de São Paulo é um mercado poderoso e as cidades mais representativas são ricas. A ajuda das Prefeituras, de empresas, anunciantes e até mesmo da Federação Paulista de Futebol fazem com que os times do interior de São Paulo sejam bastante competitivos. Basta dizer que em 2002 o São Caetano foi vice-campeão da Taça Libertadores, em 2004 o Santo André ganhou a Copa do Brasil e no ano seguinte, o Paulista (Jundiaí) repetiu a façanha. Ganharam de Flamengo e Fluminense, respectivamente.

Para os jogadores dos pequenos times o Campeonato Paulista é a oportunidade de aparecer e, quem sabe, conseguir uma chance num grande clube para o Campeonato Brasileiro. Dos 10 primeiros colocados no Paulistão neste momento, apenas o São Paulo disputará a série A em 2008. Corinthians, Barueri, Marília, Ponte Preta e Bragantino jogarão a série B. O Ituano jogará a série C. O líder Guaratinguetá, o Noroeste e o Juventus jogam para se classificar para a disputa da série C.
 
É claro que jogando contra os grandes, os jogadores desses times tendem a cagar sangue. São partidas decisivas para o futuro deles no futebol. Enquanto isso, os atletas dos grandes clubes entram em ritmo de jogo, acertam-se em novos esquemas táticos e correm atrás da melhor forma física para os torneios mais importantes da temporada.

O São Paulo, por exemplo, vem de uma temporada vencedora e prepara-se para a Libertadores. Foi o último time a voltar de férias, apesar de fazer poucas mudanças na equipe titular de 2007. O atacante Adriano, depois de jogar anos na Europa, deve estar sentindo a enorme diferença para o Campeonato Paulista. Além de atletas dispostos a aparecer, enfrenta, como todos, gramados esburacados e bastante pesados devido a temporada de chuvas. Fora a questão pessoal de recuperação física e mental. Não é fácil.

O Corinthians passa por uma reformulação geral de elenco. O técnico Mano Menezes, apesar de nunca ter trabalhado em São Paulo, disputou a série B com o Grêmio e tem razoável conhecimento do interior paulista. De qualquer forma, até o time encaixar, demora mesmo.

O Palmeiras mudou toda a comissão técnica e também trouxe vários novos atletas. O técnico Vanderlei Luxemburgo está, claramente, fazendo testes com jogadores e esquemas táticos. A demora para o fechamento de algumas negociações atrapalharam a preparação do time. O fato do Palmeiras não fazer uso do "fator campo" (devido a reforma do gramado do Palestra Itália) atrapalha bastante já que o time é obrigado a fazer longas viagens (diminuindo o tempo para treinamentos táticos) e os adversários entram em campo menos intimidados.
 
O Santos perdeu atletas e trouxe um novo técnico. Émerson Leão está, a exemplo de Mano e Luxa, encontrando o melhor esquema tático e definindo o elenco. A diferença é que perdeu jogadores importante e não houve reposição. Está em óbvia desvantagem neste momento.

Acredito que os quatro grandes melhorem o desempenho daqui dois ou três jogos. O problema é que o Campeonato Paulista classifica seus quatro finalistas em turno único. Ou seja: não há muito tempo. Precisam trabalhar rápido caso queiram disputar as finais. Para o restante da temporada, não devem enfrentar grandes problemas. Títulos é outro papo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Jornalismo confiável?

Que o mundo esportivo é povoado (ou cercado) de gente incompetente (ou pouco profissional) todos nós sabemos. Dirigentes mal intencionados, empresários aproveitadores, jogadores paneleiros, torcedores violentos, há de tudo vagando pra lá e pra cá no mundo da bola. Acrescente a esta gangue os "jornalistas meia-boca", cujas intenções prefiro não julgar.

Certa vez ouvi o Roque Citadini dizer na GV que os jornalistas costumam criticar o nível de alguns jogadores, dizendo que estes mal sabem escrever o próprio nome. Mas lembrou também que muitos jornalistas não reúnem capacidade para concluir um raciocínio decente. E são formados! Ponto (mais um) pro Citadini.

Essa história do real valor do patrocínio do Palmeiras, além de já ter dado no saco, é mais uma clara demonstração do despreparo e falta de profissionalismo dos jornalistas que trabalham com o futebol.

De cara, me parece que se trata de um bando de torcedores idiotas. Não é preciso fazer muito esforço mental para perceber que a intenção é colocar os acordos de seus times de coração à frente daquele que o Palmeiras, ou qualquer outro time, poderia ter fechado.
"Como o Palmeiras poderia conseguir um acordo maior do que o do meu time? Nem fodendo!" Aí os caras ficam putos! Na verdade, prefiro acreditar que a única motivação seja essa mesma.

Vajamos, por exemplo, um post recente no blog do Sr. Juca Kfouri:

Começaremos pelo título:

A PROVA DA MENTIRA PALMEIRENSE

Peraí. Muita calma. Há duas coisas importantes logo no título. Primeiro: há provas. E não existe "meia-prova", ou "quase prova" ou ainda "provável prova". Prova é prova e é irrefutável. Ótimo. Então há provas!!! Segundo: o Palmeiras ou alguém que representa o clube mentiu publicamente. Adiante Juca escreve:

"Às 16h30 de hoje, daqui a pouco portanto, o Blog do Birner publicará a ata da reunião da direção do Palmeiras na qual constam os valores do contrato com a FIAT, alardeados como o melhor do futebol brasileiro."

Hummm. Então ele não tem nada. Quem tem a tal prova é outro jornalista (neste caso, o são-paulino Vitor Birner) e a publicação, quando o Juca postou seu texto, sequer havia sido feita. Mas calma! A prova é a ata de uma reunião? Como assim? Cadê a cópia do contrato assinado? Que catzo de prova é essa? Bem, de qualquer maneira fui lá dar uma olhada. Nas oito páginas da ata, há sete linhas e meia a respeito do assunto. Alguém tá de sacanagem. Qualquer contrato simples de prestação de serviços que não envolva valores altos ou cláusulas complexas tem lá suas 10 páginas. Imagine um contrato milionário entre uma multinacional e uma grande equipe de futebol como deve ser. No entanto, Juca Kfouri, Vitor Birner e cia. contentaram-se com as sete linhas da ata, categorizando-as como "prova". Isso, claro, considerando que esta ata é real e isenta de interesses escusos por parte daqueles que fizeram com que este "documento" vazasse. Faz-me rir!

E o mentiroso no título do post? Quem seria??? Não lembro de ter lido ou ouvido algum dirigente palmeirense falar de valores na imprensa. A única pessoa que falou com mais detalhes sobre o contrato foi o Sr. Luiz Gonzaga Beluzzo (pessoa e profissional cima de qualquer suspeita) que disse claramente que o valor final do contrato estava aberto. Então quem seria o mentiroso? Ou ele está inferindo que todos os nomes que constam na ata são possíveis mentirosos. E já que ele está tocando em assuntos "alardeados", será que esqueceu (ou desconsiderou) o também "alardeado" dinheiro que seguria para as categorias de base? Bem, vamos seguir com o texto do Juca:

"Em vez dos anunciados 16 milhões de reais, apenas 8 milhões e meio, um jogo contra a Juve, mais um milhão e meio se o time for campeão."

Por partes, de novo:

"Anunciados" por quem? O Palmeiras nunca anunciou esse valor. Talvez a rádio em que ele trabalha ou o site para o qual escreve tenham dito alguma coisa. Melhor perguntar na redação e colocar a fonte.

"Apenas 8 milhões e meio". APENAS!!! Não sei se o valor é esse de fato, mas o termo "apenas" não combina com a quantia de R$ 8.500.000,00. A não ser ser estivermos falando em valores estratosféricos, irreais até mesmo para o rico futebol europeu.

"Um jogo contra a Juve". Por "Juve", entendam a "Juventus de Turim" - aquele time da Itália que tem em seu elenco Buffon, Camoranesi, Nedved, Iaquinta, Trezeguet, Del Piero, que ganhou 4 vezes a Champions League, duas vezes o Mundial, outras tantas o Campeonato Italiano e que já teve em suas fileiras Dino Zoff, Paolo Rossi, Boniek, Michel Platini, Michael Laudrup, Roberto Baggio, Edgar Davids, Thierry Henry, Zinedine Zidane, dentre outros tantos. É esse timinho aí ao qual o Juca se refere. Um amistoso com esse modesto time a custo zero renderia aos cofres palmeirenses, numa conta pessimista, cerca de R$ 1.000.000,00. Nada mal.

Mais texto? vamos lá:

"Contrato inferior, portanto, ao do Flamengo, do Corinthians e do São Paulo."

Como ele sabe disso, cacete? Cadê a ata da reunião desses times (rs)? Ele teve acesso ou tem cópia dessas outras negociações? Essa afirmação só caberia se existisse um documento que comprovasse que os outros valores fossem superiores. Que tipo de jornalismo é esse?

Seguindo com o texto do Juca:

"Diferentemente também do que foi dito, o contrato é de apenas um ano, não de três.
A ata tem oito páginas e esses dados se encontram à página quatro"

Juca, "esses dados" são as "provas"? Só pra saber... rs

E pra fechar ele escreve:

"E os cartolas ainda querem que acreditemos neles."

Neste caso, me parecem bem mais confiáveis do que você e suas intenções.