
Como diria o Galvão Bueno: "que fim de semana, amigo!!". Clássicos por todo o Mundo. Alguns regionais, outros relembrando passados de glória, outros decisivos. Mas, no final das contas, nenhuma grande surpresa, afinal, clássico é clássico (bolei essa frase agora...). Aos fatos.
O melhor jogo do Brasileirão foi, até aqui, Palmeiras e São Paulo. Fora o fato de quem ambos brigam pelo título, o jogo foi emocionante. Jogadas de habilidade, tensão, movimentos táticos e, no final, empate. Justo por causa do dois a zero do primeiro tempo. Injusto pelo conjunto da obra do Palmeiras. Jogou mais. Curiosidade: um jogo destes terminou com uma jogada bisonha! Que gol foi aquele que o Hernanes perdeu na cara do Marcos? Grande clássico. Quem não foi, se arrependeu.
No Rio foi o inverso. Vasco e Flamengo fizeram o clássico das duas maiores torcidas do Rio, e levaram 35.000 pessoas ao Maracanã. Público "pequeno", fruto da campanha ridícula do Vasco (lanterna do campeonato) e da derrota inapelável do Flamengo para o Galo mineiro, no mesmo Maracanã no sábado passado. E quem foi deve ter se arrependido. Nada de chances de gol, nada de belas jogadas, jogo morno para quem briga pelo título (Flamengo) e para quem briga para não cair (Vasco). Expulsões à parte, acabou em um a zero pro Flamengo, e só podia ser como foi. Gol contra!!! Mas o Renato Gaúcho (técnico cruzmaltino) ainda acha que dá pra fugir da segundona. Mas ele também achava que seria campeão da Libertadores...
No mineirão, Atlético e Cruzeiro se enfrentaram pela quinta vez neste ano. Quarta vitória do Cruzeiro! A raposa segue na briga pelo título, e assumiu a vice-liderança ao lado do outro Palestra, o verde. Placar justo, dois a zero, para um jogo onde um time chutou 14 vezes a gol no primeiro tempo, e o outro time não chutou nenhuma vez.
No sábado, um clássico, que se não é regional, é histórico. No Engenhão, Botafogo e Santos fizeram um jogo movimentado, cheio de chances de gol perdidas. Era dia de festa, homenageando os 75 anos (se vivo) do camisa 7 do Botafogo (Garrincha), mas foi decidido em uma bola parada, cobrada pelo camisa 10 do Santos. Não vi esse filme, mas sei que não é novo. Os dois maiores times da história do futebol brasileiro, segundo a FIFA, cansaram de se encontrar e ver o jogo ser decidido por aquela mesma camisa 10. Nenhum dos dois tem mais nada a fazer neste brasileiro. Um alvinegro não ganha mais (o carioca), e outro não cai mais.
Na Ilha do Retiro, em Recife, Sport e Náutico fizeram um jogo muito movimentado, brigado (às vezes de forma desleal), e acabou de forma justa. Empatou em dois a dois. Ninguém foi melhor.
Ainda sobraram River Plate e Boca Juniors, no Monumental de Nuñez, casa do River, com vitória do Boca, por um a zero. Os Xeneizes jogaram com um a menos, mas Riquelme fez a diferença. E o River, ocupa uma humilhante penúltima colocação!!
A capital espanhola viu Real Madrid e Atlético de Madrid. Vitória dos merengues por dois a um, em um jogo duríssimo, no campo do Atlético. Também o Real ganhou jogando com um a menos, já que Van Nilsterooy foi expulso.
Por fim, na Itália, um clássico nacional envolvendo Roma e Internazionale, acabou em goleada. Quatro a zero para a Inter, em pleno Estádio Olímpico, em Roma. Adriano no banco da Inter e Totti de volta à Roma, mas o show foi de Ibrahimovic.
Futebol é assim. Torcemos pro nosso time ganhar e pro time rival perder, mas o melhor, melhor mesmo, é vencer um clássico. Às vezes, vale mais que um título.
HELENO DE FREITAS
1 comentários:
Realmente muitas vezes vale mais do que o título. É perfeito e concordo!
Abs,
Marcos
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