domingo, 20 de abril de 2008

Acabou!!


Deu Palmeiras.
Farpas, briga por mando, laudo da PM, guerra de bastidores, promotor público se metendo, governador intercedendo, acusações de ambas as partes, briga por ingressos, gol de mão, pichação de portão, expulsões, provocações dentro e fora de campo, gás tóxico, queda de energia, olé, confusão, empurra-empurra, e, no fim....... deu Palmeiras. Vencemos a batalha.


O Mago mostrou que é ídolo, tem carisma, arrebentou com o jogo, selou o caixão tricolor, fez o clássico sinal que "acabou", sorriso maroto para Rogério Ceni, dedinho na boca mandando ficar quieto, um tapa na cara, um empurrão acolá e a classificação garantida para a final.


Para os palmeirenses, o campeonato já acabou. O que importava era eliminar o São Paulo. Se vai se campeçao ou não, é outra história. Mas era preciso marcar posição, mostrar que os "italianinhos" continuam incomodando a elite quatrocentona acostumada a mandar governadores biônicos da ditadura ao banco de reservas. Ironicamente a mesma elite que tanto reprimiu na época da ditadura e que teve em Laudo Natel um símbolo que costumava sentar no banco tricolor pressionando arbitragem e adversários, hoje chora por uma simples cheiro estranho em seu vestiário. Após o jogo, fugiram do estádio sem sequer tomar banho, lembrando a "fuga das galinhas" de 1942.


Quem, como eu, cansou de ir ao Morumbi como visitante em tardes ensolaradas de domingo e passar sede durante 4, 5 horas em função de "água cortada" para a torcida adversária, estranha essa postura em prol do "fair play" hoje adotada pelos tricolores. Sim, no Morumbi cansei de passar sede pois do lado verde o tricolor fechava até a água das privadas; sim, os mesmos que hoje desdenham do Palestra Itália, um dia tentaram roubá-lo em função da segunda guerra. Também são os mesmos que hoje clamam por todos os jogos serem realizados no Morumbi, que em 94 esburacaram o gramado do próprio estádio, para que o Palmeiras não jogasse ali a final do brasileirão daquele ano; também não adiantou, pois fomos campeões no Pacaembu. Infelizmente o futebol tem memória curta, mas eu não. Os palmeirenses nunca foram patéticos ao ponto de dizer que o Palestra é um estádio neutro. Não é!!! Ali é nossa casa e não é confortável para os adversários, assim como o Morumbi não é para nós.


Certamente acabou a batalha, mas não acabou a guerra. Desde 1942 Palmeiras x São Paulo vivem em guerra contínua, velada, com inúmeros capítulos que extrapolam o futebol, a esportividade. Nesse duelo, "fair play" nunca foi um argumento plausível.


Por enquanto, o choro é livre para todo e qualquer são paulino. Acabou a batalha e o Palmeiras foi vencedor. Aos derrotados, eu sugiro que baixem a cabeça e fiquem quietos, assim como sugere o mago Valdívia ao Rogério Ceni, pois sabemos que no brasileirão tem mais.

Até lá, a nação verde pode comemorar, pois o alvi-verde está mais imponente do que nunca e, para tristeza dos quatrocentões da elite, esses italianinhos são encardidos para caramba.


Marcelo SV


6 comentários:

Mr. Green disse...

Tudo o que tinha para ser dito está devidamente escrito no texto do Marcelo.

Reforço que também cansei de passar sede no Morumbi devido a água cortada, fora os vendedores de água e comida que costumavam desaparecer, dentre outras baixarias.

Não vou esticar muito meu comentário, já que abri uma garrafa do ótimo Casillero Del Diablo (Cabernet Sauvignon), vinho chileno da melhor qualidade, e quero saboreá-lo até a última gota.

A lenda conta que o dono da vinícola inventou que o diabo, o próprio tinhoso, habitava a adega para evitar que os funcionários da fazenda esvaziassem seus tonéis.

Esses chilenos são bons em meter medo em bundões...

ALLA VITTORIA!

Mr. Green disse...

Apenas para complementar...

Essas duas últimas semanas, representaram muito na recente história do Palmeiras.

A postura firme da diretoria que vez valer os direitos do clube jogar a segunda partida em casa, a posição de veto a um árbitro incompetente que valida um gol de mão numa semi-final, as prontas e afiadas respostas do Toninho Cecílio ao Rei de Lilliput, o elegante tapa na cara de Juvenal Juvêncio dado por Gilberto Cipullo e, por fim, a determinação do time em campo, tudo isso sepulta a última cinza da nefasta "era Mustafá".

Novos ares. Já tava mais do que na hora!

Cláudia disse...

Me digam, que rivalidade é maior e por que motivo:palmeiras x sao paulo ou palmeiras x corinthians?
beijo

Anônimo disse...

Claudia,
Palmeiras x Corinthians são rivais.
Palemrias x São Paulo são inimigos.

Essa é a diferença. Contra o Corinthians, a rivalidade é maior mas se limita à esfera esportiva, às quatro linhas. Não existem problemas extra campo entre os clubes historicamente. São clubes que se respeitam e são rivais "na bola".

Com o São Paulo, existe uma inimizade, uma guerra extra campo, que começou em 1942 quando em virtude da segunda guerra na qual o Brasil declarou guerra ao eixo, a SPFC se sentiu no direito de "roubar" o Palestra Itália por pertencer a uma instituição de origem italiana (pertecente ao eixo). Não conseguiram roubar por intervenção armada, mas iniciaram a guerra que dura até hoje. Muitos capítulos vieram depois disso, como a final do paulistão de 72, a farsa do gramado do morumbi em 94, etc...

Existiu uma discriminação da elite quatrocentona de SP aos "italianinhos", como diziam. Isso se propagou e perdura até hoje.

Marcelo SV

Anônimo disse...

Apenas completando:
O Corinthians é e continuará sendo, nosso maior adversário, o maior rival.
O derby é o jogo mais importante, é um campeonato á parte, paralisa a cidade. É imcomparável. Mas, felizmente, não tem um componente extra campo tão nocivo.

Marcelo SV

Cláudia disse...

Entendi, com a parte histórica, agora entendi. Obrigada.
bj